Jane Austen e EU

Era um dia incomum, daqueles que eu e minha irmã temos tempo para um filme.
O filme "Orgulho e Preconceito" era o que tínhamos, ficamos surpreendidas com a direção de Joe Wright, que deu ao filme uma celsitude em relação a tudo o que já tínhamos assistido. Juro não estar exagerando somos fãs do gênero romance/ comédia romântica, e nunca terminamos tão satisfeitas. Curiosamente fomos pesquisar mais sobre quem criou a história, e nos deparamos com Jane Austen, a autora que marcaria nosso ano. Logo veio "Razão e Sensibilidade, Emma, Amor e inocência, A abadia de Northanger". Nunca fomos tão felizes! 

Não pude me contentar em conhecer apenas o filme, logo começou minha procura pela obra literária. E foi muito feliz encontrar "Orgulho e preconceito" na biblioteca comunitária do meu bairro. Não teria que esperar comprar-lo para devora-lo. Tinha-o ao meu alcance, sem muito esforço me entreguei a esse encontro. De linguagem direta, simples e um humor indispensável, a autora me conquistou, garantindo minha companhia por bons momentos. 
Foram manhãs, tardes, noites, filas de banco e descansos no trabalho a companhia do casal mais charmoso da ficção, Elizabeth e Darcy, que me tiraram do chão a cada encontro.

Pude notar que as características das personagens eram de mulheres fortes, que mesmo em tempos difíceis se destacavam, pela inteligencia e sagacidade. A diversidade é incontestável no gênero feminino e não passou despercebido ao longo da trama. 
Com muita classe Jane Austen, apresenta o casamento como preocupação comum entre famílias, quanto serem bem sucedidos na união de seus filhos, ainda mais se as mulheres eram seus frutos, pois a honra, respeito e moral dependiam do berço que nasciam, ou da união que realizavam, se o um bom casamento viesse  realização pessoal e social seria garantia.

Orgulho e preconceito mesmo depois de 200 anos de sua publicação, permanece atual e sempre a frente do seu tempo. Abrindo caminhos para questionamentos essenciais sobre as expectativas sociais sobre os indivíduos e a seu valor em relação a sua classe.  
Mal posso esperar para conhecer "Razão e sensibilidade". 



Rafaella Alencar

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