Se tem um assunto que rende é a Paixão!


O Prof. Pedro Calabrez explica a neurociência da paixão a partir do cérebro, como um estado de demência temporário, sendo caracterizada por grande intensidade e curta duração. As atitudes são movidas pelo fator endócrino com ação constante de hormônios e neurotransmissores. A oxitocina, dopamina e a vasopressina são os hormônios responsáveis pelo "apego, conexão, motivação e prazer" que envolve o casal durante a paixão.
Entender o que acontece com a nossa mente, e corpo através da ciência é bem interessante, mas nada que se compare com a emoção de vive-la.
Contarei à vocês sobre o que entendo por esse sentimento tão nobre e efêmero, já que sou apaixonada por esse assunto, e cautelosa para permiti-lo acontecer.
Gosto da minha sanidade mental, sinto-me bem sozinha e a paixão me furta da plena capacidade de raciocinar.
Estar apaixonada não me influência a ser quem não sou, nem tão pouco me faz assaltar um banco por "amor", mas que fico embebida ao ponto de me calar quando devia falar, é uma verdade. Se sou sorridente fico mais contida, há uma inversão de sentimentos que me deixa diferente...Mas imagino que não sou a unica habitante terrestre a passar por isso! #UFFA
Detesto sentir saudade entretanto escravizo minha vontade de grita-la por não querer demonstrar o que sinto, afinal estamos no século XXI e quem demonstra menos teoricamente "sofre menos", detesto também a liquidez das relações pois me inibe a confiança... evito a paixão mas nunca vi um sentimento tão esperto... quando noto já estou suspirando, tarde demais!!! rs'.
É, fui acertada pelo cupido e me resta sonhar, arquitetar, planejar e principalmente viver tudo o que não deixaria para depois com o "felizardo".
Mas como não sou tão nova nas paixões criei um mecanismo de defesa em meu cérebro, uma válvula de on/off, como carinhosamente a nomeei. Ela funciona da seguinte forma, se existe "admiração, respeito e amizade" pré-requisitos indispensáveis, me permito envolver e mais logo suspirar pelos cantos, sentir saudade, sonhar com a pessoa, querer cuidar dela para sempre e dar o melhor de mim. Uma ideia bem romântica eu confesso, mas não consigo ser menos que isso, não sendo reciproco desligo meu estado de motivação, meus pensamentos, e tudo que remete ao "amado" até que retome ao estado inicial. 
Funciona na maior parte das vezes, mas há uma taxa de erro, normalmente quanto mais tempo se passa com alguém mais sua ausência é notada. 
O poetinha, como carinhosamente Vinicius de Moraes é conhecido, dizia que era livre demais para sofrer de amor... não dando certo hoje, tente amanha, não dando certo com o João, tente com o José, só não se feche para o mais nobre sentimento humano; o AMOR.
"Que não seja eterno, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure" e para que venhamos vive-lo, passaremos pela paixão e seus desencontros. Mas é certo que estar atento para os sinais o torna mais sensível para viver um grande amor.
 
E como o amor é uma decisão pós paixão, falaremos dele futuramente. 


Rafaella Alencar



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