Mulher

Primeiramente esse texto é dedicado a todas a mulheres que conheci ao longo da minha vida, e a todos os homens que nasceram de uma grande mulher.
Sou encantada pelo dia 8 de março me sinto tão forte nessa época do ano, posso levar uma vida muito mais digna e com mais oportunidades graças a mulheres que ousadamente lutaram por mais direitos.
Caros amigos, vivermos sem conhecer a história é como andar no escuro. Sem saber de onde viemos, como saberemos para onde vamos?
Historicamente foi vetado de nós o direito à voz, o direito de estudar, posteriormente de trabalhar, de participar socialmente, o direito ao voto, o direito sobre ao nosso corpo, o direito de viver.
Somos a semente do sangue daquelas que morreram para que hoje tivéssemos a liberdade de viver como cidadãs.
As frentes feministas do século XIX e XX, permitiram que a jornada de trabalho fosse reduzida de 14hrs dia, para 8hrs dia, permitiram que tivéssemos o direito à licença maternidade, o direito ao voto, fez com que pudéssemos participar na decisão dos nossos governantes e principalmente a nossa entrada nessa disputa. Garantimos com isso que o divorcio se tornasse um direito, que pesquisas no campo da ciência pudessem ser realizadas e a pilula anticoncepcional nos desse autonomia sobre os nossos corpos, e a hora certa para a maternidade.
Ao olhar para trás me orgulho da trajetória que trilhamos e não duvido da responsabilidade que temos. Afinal estamos tão longe de vivermos em paz, em um país onde a violência contra a mulher é alarmante, leis como a Maria da Penha, ou do Feminicídio são irrisórias, mas indispensáveis.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2015 foram registrados no Brasil 1 estupro a cada 11 minutos, 70% são crianças e adolescentes e os agressores homens próximos as vítimas. Em estimativa chegamos a medieval taxa de quase meio milhão de estupros a cada ano.
Ser mulher é estar atenta a cada esquina e ter sempre na mente um cuidado maior ao sair de casa, já que nossa integridade sexual não pode ser violada.
Segundo Relógios da Violência, do Instituto Maria da Penha a cada 7,2 segundos uma mulher é vítima de violência física.
Em 2013, 13 mulheres morreram todos os dias vítimas de feminicídio, isto é, assassinato em função de seu gênero. Cerca de 30% foram mortas por parceiro ou ex. Fonte: Mapa da Violência 2015.
Poderia discorrer sobre as demais violências que vivemos, sejam elas psicológicas, em relacionamentos abusivos, em transportes públicos coletivos ou no trajeto de casa pro trabalho. Mas a desigualdade de gênero carece de atenção.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (7) o levantamento dos anos de 2015 e 2016, mostra que as mulheres brasileiras estudam mais que os homens e trabalham mais horas nos afazeres domésticos, mas ainda recebem salários menores e têm menos cargos de poder.
No mercado de trabalho, a média salarial dos homens é de 2.306 reais, enquanto a das mulheres é de 1.764 reais. Eles ocupam 62,2% dos cargos gerenciais nas empresas, e elas apenas 37,8%.
A representação política é o pior dos índices: só 10,5% da Câmara de deputados, são mulheres. Sendo que cerca de 50,6% da população brasileira no momento da pesquisa eram mulheres.
Eu sei o texto ficou enorme, não era minha intenção mas é que se muito já foi conquistado é certo que muito mais vem pela frente. E como vivemos em uma sociedade, nós MULHERES e HOMENS iremos conquistar juntos uma sociedade mais justa, com mais amor, mais respeito e mais segura para nossos filhos, e família.
Pois em uma sociedade em que uma MULHER avança, nenhum HOMEM retrocede!

Atenciosamente Rafaella Alencar :*

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