Allone, eu

Sou eu que ouço o saxofonista noite a dentro. 
Cada nota musical que ele alcança rouba o aqui.
Sou eu que sinto a solidão sagrada de ser

O lugar se torna abstrato perto de estar
E viver relevante ao que tange o tempo, 
que sem pausa permite que a música toque e
antes que acabe, preciso terminar esses versos

Não é pressa pelo desconhecido ou competição 
Ou sobre quem vive mais ou melhor 
Apenas descobrir os sentidos que o outro te dar, enquanto não se é.

A falta de letra não impede que o estrangeiro entenda as emoções do que quero transmitir.
Sentir não exige contrato ou afirmação de padrões, 
somente singela exemplificação de amor.

Estou allone, solo, seul, sozinha
Em inglês, espanhol, francês e português
Todas as línguas estão sensíveis para que o EU seja o produto de encontro.
Começa no EU o nós. Impossível ser par se não pode estar a sós.




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